Neusa e Silva
Uma jornalista com experiência global, uma profissional versátil e altamente qualificada, detentora de um profundo entendimento das dinâmicas internacionais e de uma perspectiva abrangente sobre questões mundiais. Experiente em reportar e analisar acontecimentos de diferentes partes do mundo, demonstrando habilidade em navegar por diversas culturas e contextos políticos. Com uma rede de contactos internacional, é capaz de aceder e transmitir informações cruciais de múltiplas fontes.
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segunda-feira, 6 de julho de 2026
A Oficina Prática Online de Jornalismo Internacional estabeleceu uma parceria editorial em inglês e português com o jornal internacional Mais Afrika.
quarta-feira, 1 de julho de 2026
Quem definiu as métricas? E que realidades tiveram em conta quando as criaram?
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) representam um compromisso global com um desenvolvimento mais justo, inclusivo e sustentável. Para acompanhar esse compromisso foram criados indicadores que permitem medir o progresso das organizações e dos países.
Mas medir não é um exercício neutro.
Toda a métrica resulta de escolhas: o que medir, como medir e o que fica de fora.
Penso que ao avaliar sociedades profundamente diferentes através de indicadores que não refletem a diversidade histórica e ancestral, social, económica e cultural dos contextos onde são aplicados tem como consequência um grave retrocesso...
Esta reflexão é particularmente importante em áreas como:
liberdade de imprensa, governação, inclusão, acesso à informação, desenvolvimento institucional e representação mediática.
Tomemos como exemplo a liberdade de imprensa.
Será suficiente medir apenas o número de jornalistas presos ou a existência de legislação sobre liberdade de expressão?
Ou devemos também considerar fatores como a inclusão e diversidade na cadeia de comandos da mídia global, a sustentabilidade económica das redações, a concentração da propriedade dos meios de comunicação, a dependência de financiamento externo ou as condições de segurança para o exercício da profissão?
A mesma questão coloca-se no domínio ambiental.
Há décadas que se fala da responsabilidade coletiva perante as alterações climáticas.
No entanto, os impactos do aquecimento global, das secas, das inundações, dos fenómenos El Niño ou dos eventos sísmicos não se distribuem de forma igual.
Diversos estudos mostram que muitos países com menores emissões históricas de gases com efeito de estufa enfrentam consequências particularmente severas das alterações climáticas, devido à sua maior vulnerabilidade e menor capacidade de adaptação.
Isto levanta outra questão.
Será suficiente avaliar uma empresa apenas pelas suas políticas ambientais internas?
Ou deveremos também medir o impacto que a sua cadeia de produção gera nos diferentes países onde opera?
A sustentabilidade não termina na sede da organização.
Começa precisamente nos locais onde se extrai recursos, produz-se, emprega-se pessoas e influencia comunidades locais.
Talvez o verdadeiro desafio da próxima década não seja apenas cumprir os ODS 2030 ou 50.
Talvez a capacidade de garantir que os indicadores utilizados conseguem refletir de forma mais ampla as diferenças entre territórios e sua diversidade, os impactos ao longo das cadeias globais de produção e as responsabilidades partilhadas entre Norte e Sul Global.
Porque aquilo que escolhemos medir acaba, inevitavelmente, por influenciar aquilo que escolhemos valorizar.
E aquilo que não medimos... corre o risco de continuar invisível.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Como publiquei reportagens em mais de quatro continentes sem sair de casa?
Webinar Online : JORNALISMO INTERNACIONAL
Transforme pautas locais em reportagens com alcance global! 25 de Julho | 14h (PT) | 6h
Para receber o formulário de inscrição e as instruções de pagamento, entre para o grupo oficial do WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/J3n3NRxS3hdFw7nyrPACB6
Durante muito tempo, ouvi a mesma ideia repetida por jornalistas e estudantes: para construir uma carreira internacional era preciso viver em Londres, Paris, Nova Iorque ou Washington.
A minha experiência mostrou-me o contrário.
Grande parte da minha carreira internacional foi construída a partir de Angola e, mais tarde, de Portugal. Trabalhei com redações internacionais, produzi reportagens para a Euronews, Deutsche Welle, CNN Portugal e Voice of America e vi o meu trabalho ser publicado e traduzido em mais de seis idiomas, chegando a audiências em África, Europa, América e Ásia.
Nada disso aconteceu por acaso.
Também não aconteceu porque conhecia as pessoas certas.
Aconteceu porque percebi uma mudança fundamental no jornalismo internacional: as redações já não procuram apenas correspondentes em grandes capitais. Procuram profissionais capazes de explicar por que razão uma história local importa para o mundo. Confira aqui os meus resultados: https://lnkd.in/e2xrreDH
A história nunca é apenas local
Uma mina de diamantes em Angola pode levantar questões sobre cadeias globais de abastecimento.
Uma eleição pode influenciar relações diplomáticas e investimentos internacionais.
Uma seca pode revelar os impactos das alterações climáticas, da segurança alimentar e da geopolítica.
O desafio não está apenas em encontrar uma boa história. Está em identificar as ligações que fazem essa história ultrapassar fronteiras.
Foi precisamente para responder a esse desafio que desenvolvi o Método de Reportagem em 4 Quadrantes.
O que mudou a minha forma de trabalhar
Ao longo dos anos, deixei de perguntar apenas:
"O que aconteceu?"
Passei a perguntar também:
- Quem mais é afetado por esta história?
- Que interesses internacionais estão envolvidos?
- Que dados podem contextualizar o problema?
- Como esta realidade se relaciona com outras regiões do mundo?
Essas perguntas transformaram completamente a forma como investigava, entrevistava fontes e apresentava propostas editoriais.
Trabalhar internacionalmente não significa viajar constantemente
Muitas das entrevistas que realizei foram feitas à distância.
Especialistas em universidades.
Investigadores.
Responsáveis de organizações internacionais.
Analistas.
Fontes governamentais.
Hoje, as ferramentas digitais permitem construir reportagens globais sem sair do nosso país. O verdadeiro diferencial não é a localização geográfica; é a capacidade de conectar informação dispersa, verificar fontes e construir uma narrativa com relevância internacional.
O erro que vejo com mais frequência
Muitos jornalistas acreditam que precisam de contactos privilegiados para publicar em meios internacionais.
Na maioria dos casos, o que falta não é acesso.
É método.
É saber identificar o ângulo certo, estruturar uma investigação, encontrar fontes credíveis e apresentar uma proposta editorial que responda às necessidades de uma redação internacional.
Essas competências podem ser aprendidas.
O conhecimento deve ser partilhado
Ao longo dos últimos anos, tive o privilégio de orientar jornalistas de vários países da CPLP. Muitos tinham talento e histórias relevantes, mas faltava-lhes um processo claro para transformar esse potencial em trabalho com impacto internacional.
Foi essa experiência que me levou a sistematizar o método que utilizo e a criar formações práticas baseadas em casos reais.
Não se trata de prometer carreiras internacionais rápidas. Trata-se de desenvolver competências que aumentam a probabilidade de produzir reportagens relevantes, rigorosas e com potencial de alcançar diferentes públicos.
Um convite
No próximo dia 25 de julho, vou realizar um webinar online onde explicarei, passo a passo, o processo que utilizei para construir uma carreira internacional em jornalismo e comunicação institucional sem precisar de viver em Londres, Paris ou Nova Iorque.
Vou partilhar:
- Como identificar histórias com potencial internacional.
- O Método de Reportagem em 4 Quadrantes.
- Como encontrar e validar fontes internacionais.
- Ferramentas digitais de investigação e verificação.
- Casos reais das minhas reportagens publicadas internacionalmente.
- Estratégias para fortalecer o seu portefólio e aumentar a sua visibilidade.
Se é jornalista, investigador, estudante de comunicação ou profissional interessado em produzir conteúdos com alcance global, este webinar foi pensado para si.
As vagas para garantir acompanhamento individual são limitadas. Para receber o formulário de inscrição e as instruções de pagamento, entre para o grupo oficial do WhatsApp:
domingo, 23 de março de 2025
Crise no jornalismo global? Ou um ponto de ruptura e DISRUPÇÃO
A relação entre poder político e imprensa atingiu agora um dos momentos mais conturbados da história. O fenómeno não começou agora, mas rapidamente está a tornar-se mais evidente que a desconfiança criada propositalmente na mídia tradicional, não é apenas um sintoma da polarização acentuada, mas sim uma ferramenta de manipulação das massas.
O uso sistemático de "fake news" para promover a desinformação no mundo e assim moldar e definir políticas públicas, não só descredibiliza os meios de comunicação tradicionais como também está a reforçar a ideia de que a verdade pode ser moldada de acordo com interesses políticos e ideológicos. Um cenário que leva a uma crise dupla e sem precedentes, cujos efeitos ainda se fazem sentir no jornalismo global com um impacto mais abrangente do que estamos a ver, com o encerramento de órgãos vitais para o funcionamento da democracia.
Vemos com tristeza a erosão da confiança pública, quando um número crescente de pessoas passou a questionar a imparcialidade da imprensa tornando-se mais vulnerável à desinformação e uma crescente polarização. Assistimos quase que de mãos atadas o consumo de notícias passar a ser um exercício de confirmação de crenças, em vez de uma busca genuína pela verdade. Em vez de expandir perspectivas, a informação tornou-se um campo de batalha ideológico.
Perante esta nova realidade, é impossível para muitos de nós ignorar o impacto profundo na forma como o jornalismo é produzido e consumido. Mas o que realmente se perde? Ainda é possível espremer estes limões?
Os desafios que ameaçam o jornalismo
Declínio do jornalismo tradicional: Nos últimos anos, muitas redações reduziram drasticamente as suas operações, levando à diminuição do jornalismo de investigação. O enfraquecimento destes espaços abriu caminho à disseminação de informações não verificadas e sensacionalistas.
Impacto na democracia: Sem um jornalismo forte e independente, denúncias de corrupção, abusos de poder e violações de direitos humanos correm o risco de não serem expostas ou sequer investigadas.
Sobrecarga e ameaças aos jornalistas: O ambiente tornou-se mais hostil para os profissionais da área, que enfrentam não apenas pressão psicológica, mas também ataques diretos, assédio online e tentativas de censura.
Para onde caminhamos? As mudanças inesperadas e oportunidades. "A ascensão do freelancer"
Claramente observamos a ascensão do jornalismo independente, com o aumento de plataformas alternativas para solicitar serviços com jornalistas locais.
Mas ainda assim, o que poderá garantir a sobrevivência do jornalismo no futuro?
1. Transparência como pilar fundamental A credibilidade da pode ser reconstruída através de práticas mais abertas. Mostrar ao público como uma reportagem é feita, divulgar fontes e contextualizar processos editoriais são medidas essenciais para recuperar a confiança perdida.
2. Modelos de financiamento sustentáveis A dependência de publicidade e de grandes grupos enfraquece a independência jornalística. Alternativas como assinaturas, financiamento coletivo e eventos exclusivos surgem como soluções viáveis para garantir a continuidade do trabalho de investigação.
3. Combate à desinformação A criação de equipas dedicadas à verificação de factos e a expansão de ferramentas para identificar notícias falsas são fundamentais para travar o avanço da desinformação e proteger a integridade da informação.
4. Jornalismo de soluções Focar apenas nos problemas gera desmotivação e desconfiança. Destacar respostas eficazes para desafios sociais e políticos pode aproximar o público e estimular um envolvimento mais construtivo.
5. Educação para a literacia mediática A formação de um público crítico e capaz de distinguir factos de opinião deve ser uma prioridade. Parcerias entre jornalistas e educadores podem ajudar a desenvolver uma cultura de consumo consciente da informação.
O Que Esperar do Futuro?
A crise desencadeada, e acentuada com o encerramento de grandes órgãos como a VOA, por exemplo, deixa marcas profundas, mas também impulsiona mudanças estruturais. O futuro do jornalismo será moldado por aqueles que souberem:
Utilizar a tecnologia sem comprometer a ética, incorporando ferramentas de análise de dados e inteligência artificial sem abdicar do rigor na apuração.
Fortalecer a relação com o público em especial com as comunidades, criando canais diretos de comunicação e evitando a dependência exclusiva dos algoritmos.
Defender modelos de financiamento transparentes e sustentáveis, reduzindo a vulnerabilidade da imprensa a pressões externas.
Se o jornalismo tradicional foi abalado, isso não significa que está condenado ao desaparecimento. Pelo contrário: estamos perante um momento de transformação, onde a necessidade de informação credível nunca foi tão urgente.
O Papel do Público na Construção do Jornalismo do Futuro
A informação de qualidade só sobreviverá se houver um público disposto a apoiá-la. A pergunta que fica é: como cada um de nós pode contribuir para um jornalismo mais forte, ético e relevante?
"O jornalismo não morreu "está a reinventar-se". Apoia a informação de qualidade? Partilhe este artigo e incentive o pensamento crítico. #JornalismoÉResistência"
Neusa e Silva
sábado, 15 de fevereiro de 2025
Grande Reportagem sobre ODS`s na CPLP da 6.ª Oficina de Jornalismo Colaborativo com Neusa e Silva
"A educação é a alavanca para o desenvolvimento sustentável” Neusa e Silva, Fundadora da Oficina prática para Jornalistas
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| Raquel Costa, consultora da Iniciativa Ocean Literacy e Escolas Azuis |
Uma Revolução criada para formação prática de jornalistas
quarta-feira, 4 de dezembro de 2024
A Visita de Joe Biden a Angola com passagem por Cabo Verde: Potencial para o desenvolvimento sustentável e impacto nas comunidades mais carentes
quarta-feira, 27 de novembro de 2024
Pautas prioritárias e Jornalismo Freelance ao serviço das ODS´s 2030
⚠️ Importante:
A Oficina Prática Online de Jornalismo Internacional estabeleceu uma parceria editorial em inglês e português com o jornal internacional Mais Afrika.
A Oficina Prática Online de Jornalismo Internacional estabeleceu uma parceria com o jornal internacional Mais Afrika, um jornal dedicado à c...
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Os estágios e trabalhos práticos não só fornecem experiência valiosa, mas também permitem que os estudantes desenvolvam redes profissionai...
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Neusa e Silva - Jornalista em Tv, Rádio, Imprensa e Blogger Consultora - Produtora -Assessora de Imprensa - Formadora - Vogal FA...
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Webinar Online : JORNALISMO INTERNACIONAL Transforme pautas locais em reportagens com alcance global! 25 de Julho | 14h (PT) | 6h Para receb...












